Blog da Thais

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Natal chegando

É, o fim do ano chegou. De novo. E pra variar ainda não comprei nenhum enfeite para a casa. Por mais que a Sofia já tenha cobrado, não animei, ao contrário dela, que está toda empolgada com a chegada do Papai Noel. Escreveu a cartinha, lacrou o envelope e foi aos Correios postar. E nós nem lemos.



Agora é torcer para o Papai Noel receber logo essa carta e não errar o endereço. É na vovó Pereira, viu Papai Noel!!

Receita de Ano Novo

Sou apaixonada por Carlos Drummond de Andrade. Além de um excelente poeta, é mineiro. Sua paixão pelo estado o fez abandoná-lo por causa de uma briga com a Vale do Rio Doce, alegando que a empresa estava destruindo a cidade de Itabira. O que não deixa de ser verdade. Mas não precisava trocar pelo Rio de Janeiro. Tudo bem, ele continuou amando seu estado natal e escrevendo poemas fascinantes.

Neste fim de ano a EPTV, afiliada da Globo no sul de Minas, fez uma propaganda com, nada mais, nada menos que Lima Duarte (outro mineiro apaixonado) como narrador. O poema: Receita de Ano Novo, de Drummond. Mais um texto belíssimo que merece ser aplaudido. O cara era bão messs...


RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Temas no Gmail

Para quem gosta de enfeitar a tela do browser com desenhinhos ou cores, o Google lançou hoje uma nova opção para o Gmail: temas. Não está disponível para todos os usuários e como é de costume, também deve ser só para que utiliza o idioma inglês.

Legal. Você define de acordo com a sua preferência. Tomara que não vire um MySpace, que tem tanta coisa que fica difícil distigüir o que é o quê e é não dá para encontrar absolutamente nada.

Eu, a princípio, escolhi um tema neutro, cores leves. Ficou bom, gostei da idéia, mudar um pouco. Há um tema chamado "Terminal", preto e verde, cheio de pipes e caracteres ASCII, obviamente são apenas imagens, já imaginou? Muito bom, muito bonito, mas enjoei rápido.

Por fim, me interessei por outro, "Tea House". Era o último da lista e quando pediu para informar a minha cidade, aí empolguei de vez (desconsiderem acentos nos nomes das cidades, ok?). O Resultado é este:


Tema bem noturno, também, para a hora... Como não li nada sobre ele e estou meio sem tempo, vou esperar até amanhã para ver se ele acompanha o horário oficial. Se mudar, genial! Não troco mais!

Mais uma foto, do rodapé:


Updtate (09:52): Como eu imaginava, o tema segue o horário oficial (não adiantou mudar o relógio do computador..). São quase 9 horas da manhã e este é o tema modificado:


Cool!!!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Homenagem da Carina

Fim de ano, hora de despedidas. Dez dias para acabar as aulas, da turma que lotava a sala sobrou pouca gente. E tem mais querendo ir embora.

Por isso vou deixar aqui uma obra da Carina, a menina mais doidinha do primeiro ano de SI de 2008. É também um grande talento.


Fantastic Four. by ~agathablake on deviantART


Da esquerda para a direita: eu, Carina (a doida, a artista), Carol e Vih.

Vou sentir falta dessa louquinha. Sucesso Cah!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Vida e morte são estados de espírito

Hoje é um dia como outro qualquer. Não necessariamente.

As notícias transformam nossas vidas. Às vezes chegam de mansinho, outras como um vendaval. Algumas infelizes, outras felizes. A maioria sem importância. Mas importância é muito relativo.

Dizem que para morrer basta estar vivo. Claro, lógico. Mas não tão convincente. Temos o péssimo hábito de imaginarmos invencíveis. Pensamos em morte para os outros. Ninguém em bom estado psicológico planeja a morte. Mas ela vem. Vem algumas vezes sem avisar.

Quando perdi meu avô, há mais de dois anos, todos esperavam, já estava idoso, com uma doença há muito anunciando a hora. É sempre difícil encarar a realidade. Mas passou. Sinto saudades, sofri um ano inteiro, ainda bem que o tempo cuida de fechar as feridas e levar os sentimentos ruins.

Outro dia recebi a notícia de que um conhecido, temos amigos em comum, estava doente, câncer. Não sei porque acho que esta doença é pior do que a AIDS. Ambas não tem cura certa, são tratáveis, mas o câncer não escolhe situação para aparecer, não existe, até onde sei, uma prevenção para o câncer. Enfim, me abalei mais do que imaginava. E foi uma semana difícil.

Agora outra notícia, muito parecida, dessa vez com alguém que mora próximo. Uma vizinha. Não tínhamos muito contato. Há 5 anos morávamos próximas e mal nos encontrávamos. Uma notícia, uma cirurgia, um pós operatório. E ela estava lá. A morte.

Me abalei mais uma vez, chorei. Uma sensação estranha. Éramos apenas vizinhas, poucos contatos, porém já fazia parte da minha vida.

É incomparável com a perda de um parente, nem por isso deixa de me surpreender.

A vida é isso. Estou abalada, penso em sua familia, filho, mãe. As mães sofrem muito mais.

Agora, dá-se tempo ao tempo. As feridas saram, as cicatrizes ficam. A vida continua. Aqui, do outro lado do mundo. Talvez em outro lugar, outra existência, quem sabe. Ela continua.

Felizes os que estão em paz. Com a morte.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Por que o Oscar é tido como padrão de comparação?

Brasileiros conquistam o "Oscar" das HQs


Depois de um bom tempo sem postar, estou voltando. Claro, com uma ajuda do MSN, que hoje não quer entrar de jeito nenhum e sem ele eu não consigo trabalhar. Sobra tempo para ler as notícias e... bem, escrever.

Esta não é a primeira vez em uma semana que vejo alguém utilizar a expressão "Oscar de alguma coisa. Galvão Bueno nas Olimpíadas de Pequim utilizou uma frase semelhante para dizer que Michael Phelps havia ganhado a prova mais cobiçada da natação. Como eu não entendo muito bem do esporte, não sei se é a de 50 metros ou 100... mas isto não vem ao caso.



A grande questão é: por que não dizem "Brasileiros conquistam a maior premiação das HQs", ou "Brasileiros conquistam prêmio mais cobiçado das HQs"?

Simples: porque não sabemos de nada. Conhecemos o Oscar e toda o glamour de suas cerimônias. E só. Poucas pessoas sabem que existem outros tipos de premiações tão ou melhores que o Oscar.

Ok, tenho que confessar, não sou muito fã do Oscar. Não acompanho a cerimônia, muito menos sei quem ganhou o quê. Talvez por ser uma premiação tipicamente americana, totalmente fora da nossa realidade. Ou talvez por inveja, pelo Brasil não ter competência suficiente para competir decentemente a ponto de ser um forte candidato ao prêmio. Ou melhor, pelas escolhas erradas.

Mas isto já é outra história.

Não sei por que ainda fico impressionada com as atitudes do brasileiro.

Bom, voltando ao trabalho...


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